
"Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo.
Desculpa, se te olho profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais Nos seus traços, a ponto de ver a estrada onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar vivo e permanecer te olhando profundamente." (Fabrício Carpinejar)

Um comentário:
sincero e completamente direto, admiro muito pessoas que escrevem desta forma, mesmo que seja direcionadas as "nada", nao nego pegar muitas referencias deste tipo de escritor =p
te adoro sam *-*
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