segunda-feira, 9 de junho de 2008


"Te olho nos olhos e você reclama...

Que te olho muito profundamente.

Desculpa, tudo que vivi foi profundamente...

Eu te ensinei quem sou...

E você foi me tirando os espaços entre os abraços,

Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo.

Desculpa, se te olho profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais Nos seus traços, a ponto de ver a estrada onde ficam seus passos.

Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser

Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar vivo e permanecer te olhando profundamente." (Fabrício Carpinejar)

Um comentário:

um qualquer disse...

sincero e completamente direto, admiro muito pessoas que escrevem desta forma, mesmo que seja direcionadas as "nada", nao nego pegar muitas referencias deste tipo de escritor =p

te adoro sam *-*

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Inconseqüente, inconstante , irreal ! ● Ninguém disse que seria fácil ! ●